Ir para o conteúdo
Segurança

O que custa não se adequar às normas trabalhistas

Luciano Rizzotto · Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA RS089995

Multa, embargo, adicional de insalubridade, TAC, e o que o empregador paga quando há lesão: tratamento, lucros cessantes, dano estético e pensão.

A conversa sobre adequação quase sempre trava no mesmo ponto: o custo do equipamento. É uma conta incompleta, porque compara o investimento com zero, e o outro lado nunca é zero.

Este texto é o outro lado.

O que a norma geral já exige

A NR-1 estabelece, nos itens 1.7 e 1.8, o que cabe ao empregador:

  • cumprir e fazer cumprir as disposições sobre segurança e medicina do trabalho;
  • elaborar ordens de serviço sobre saúde e segurança, dando ciência aos empregados;
  • informar sobre os riscos do local, os meios de prevenção, as medidas adotadas e os resultados de exame médico e de avaliação ambiental;
  • permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização;
  • determinar o procedimento para caso de acidente ou doença relacionada ao trabalho.

Ao trabalhador também cabe cumprir as disposições e acatar as ordens de serviço. Quando qualquer um dos dois lados não cumpre, há punição prevista.

A primeira camada: o que a fiscalização aplica

PenalidadeQuando aparece
MultaAutuação por item descumprido, e o valor cresce com a reincidência
Embargo ou interdiçãoRisco grave e iminente: a obra para ou o estabelecimento fecha
Adicional de insalubridade e periculosidadeQuando a condição existe e não foi eliminada
Termo de Ajustamento de CondutaPrazo com obrigação assumida, e multa se descumprido

A linha que machuca mais não é a multa, é o embargo. Multa se paga; produção parada em plena fiscalização não se recupera, e o cliente que estava esperando a entrega não quer saber do motivo.

O adicional de insalubridade merece atenção porque é recorrente: ele entra na folha todo mês, enquanto a condição não for eliminada. É dinheiro que sai continuamente por causa de um problema que a correção resolveria uma vez.

A segunda camada: quando há lesão

Se houver lesão corporal no ambiente de trabalho, o empregador responde por:

  • despesas com tratamento médico;
  • lucros cessantes até a alta médica;
  • danos estéticos;
  • estabilidade provisória do operário;
  • pensão vitalícia, quando há redução permanente da capacidade.

A pensão vitalícia é a que muda a ordem de grandeza da conta. Ela não tem teto conhecido no momento da decisão de compra, e é por ela que o valor de um equipamento de segurança deixa de ser comparável a qualquer coisa.

A camada que não tem linha de balanço

Existe uma terceira, e ela é real mesmo sem número: a empresa perde o operador. Quem se acidenta grave não volta ao mesmo posto, e quem assistiu passa a trabalhar com medo. Treinar substituto em função especializada leva meses.

O que de fato resolve

Equipamento em conformidade desde o projeto, não adequação depois. A diferença é que o equipamento conforme sai com projeto, ART e responsável técnico, e isso é o que se apresenta à fiscalização, não uma declaração do fornecedor.

Na Lycos, a linha de máquinas e equipamentos sai assim, e existe uma linha específica de adequação à NR-12 para o parque que já está instalado.

Antes de comprar qualquer coisa, vale rodar o checklist: NR-10, NR-12 e NR-17, como saber se a sua empresa está adequada.

Compartilhar:
Continue lendo

Outros artigos

Guia Técnico

Central hidráulica: trifásica, monofásica ou 24V?

A alimentação elétrica disponível no ponto decide o projeto da central antes de qualquer outra coisa, e é o dado que mais falta na cotação.

Luciano Rizzotto · Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA RS089995
Aplicação

Niveladora de doca para centro de distribuição

Doze docas não são doze equipamentos iguais. O que define o projeto de um CD é o giro por doca, a frota atendida e a janela de instalação.

Luciano Rizzotto · Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA RS089995
Guia Técnico

Plataforma niveladora de doca: manual ou hidráulica?

Plataforma niveladora e niveladora de doca são o mesmo equipamento. O que muda de verdade é o acionamento, e a capacidade, que é onde mais se erra.

Luciano Rizzotto · Engenheiro de Segurança do Trabalho · CREA RS089995

Precisa aplicar isso na sua fábrica?

A Lycos faz o levantamento em campo e entrega o projeto pronto, com ART e laudo.