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Ergonomia

ABERGO 2026: o equipamento entra depois da análise, não antes

Equipe Lycos

No congresso da ABERGO quem está na sala não é quem compra o equipamento, é quem escreve a análise ergonômica. É o público que decide antes da compra.

ABERGO 2026: o equipamento entra depois da análise, não antes

A Lycos está no XXVI Congresso Brasileiro de Ergonomia e Fatores Humanos, da ABERGO, de 3 a 6 de novembro de 2026, no Oceania Convention Center, na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. O tema desta edição é "O Futuro da Ergonomia e Fatores Humanos", e o formato é híbrido: parte da programação é transmitida on-line, o que coloca a discussão ao alcance de quem não pode viajar.

É o encontro anual dos ergonomistas do país, e para nós é o evento mais diferente do calendário: aqui a sala não é de compradores.

Por que um fabricante de equipamento vai a um congresso de ergonomia

Quem está no ABERGO é quem faz a análise ergonômica do trabalho, assina a AET e recomenda o controle. Não é quem emite a ordem de compra, e é exatamente por isso que o encontro importa: a decisão técnica acontece ali, meses antes de alguém pedir orçamento.

Quando a recomendação chega ao setor de compras escrita como "adequar a altura do posto", ela ainda vai virar equipamento. Quando chega escrita como "comprar uma mesa elevatória", a altura já foi decidida por quem não mediu o posto.

O equipamento é controle de risco, e controle vem depois da análise

É a frase que mais repetimos, e ela não é modéstia de fabricante. Mesa elevatória, inclinador e carro de transferência são controles: respondem a um risco que alguém precisou nomear antes.

Sem a análise preliminar de riscos, compra-se equipamento no escuro e corrige-se depois, que é quando sai caro. A ordem certa é percorrer a tarefa como ela acontece hoje, nomear cada risco do posto e só então dizer qual controle responde a cada um.

Ajustar a altura de trabalho costuma ser o primeiro controle, e o de maior efeito: é o que tira o operador da flexão repetida de coluna e do esforço acima da linha do ombro. Mas é um controle entre vários, e é a análise que mostra quais outros fazem falta no mesmo posto.

NR-12 e NR-17 não são a mesma conversa

As duas normas são citadas juntas e tratam de coisas diferentes, e a confusão custa projeto.

A NR-12 cuida da segurança da máquina: é dela que vêm a proteção sanfonada, a barra sensível antiesmagamento e a válvula de segurança contra ruptura. A NR-17 cuida da ergonomia do trabalho: postura, esforço, alcance e ritmo.

Um equipamento pode atender integralmente à NR-12 e ainda assim deixar o posto fora do que a NR-17 pede. O inverso também acontece: um posto confortável com uma máquina sem proteção.

Três equipamentos que existem por causa de postura, e não de produtividade

Vale mostrar onde a ergonomia já está no projeto, porque é o que o ergonomista pode especificar:

A mesa elevatória extra baixa em U tem a plataforma recortada em U, e a paleteira entra por baixo do palete e deposita direto sobre a mesa. Resolve o degrau de 20 centímetros que a mesa pantográfica convencional tem quando recolhida, e que obriga a fosso no piso ou rampa de acesso. Em galpão alugado, onde abrir fosso não é opção, costuma ser a única saída.

O inclinador de caixas portátil inclina a caixa em direção ao operador, com ângulo ajustável. Existe para reduzir flexão de tronco e alcance excessivo, que é o que acontece quando alguém busca a última peça no fundo de um contentor fundo.

O carro para set up de ferramentas transporta, alinha e insere a matriz na prensa, com ajuste fino de altura e transferência por roletes. O ganho de tempo é o argumento comercial; o ganho ergonômico é eliminar carga suspensa sobre o operador durante a troca.

O que a Lycos leva ao congresso

Levamos o que é difícil de mostrar em catálogo: como o equipamento é dimensionado a partir do posto, e não do contrário. Peso e medida da carga, como ela chega e sai, altura mínima e máxima de trabalho, ciclos por hora e o espaço disponível no piso. Com esses dados a engenharia devolve o projeto dimensionado na primeira proposta.

A fabricação é própria, em Caxias do Sul, com ART e responsável técnico em tempo integral. E a empresa tem consultor técnico especializado em ergonomia e NR-17 para apoiar a definição antes do projeto.

Para quem não está no evento

O diagnóstico ergonômico do posto é sem custo: presencial em Caxias do Sul e região, online para as demais. Manda uma foto do posto de trabalho e a leitura aponta o que a imagem mostra e, tão importante quanto, o que ela não mostra.

Não substitui a AET, e não deve substituir. Serve para a conversa começar com alguém que já olhou o seu caso.

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